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Lactacyd

Sete passos para melhorar as relações sexuais

Sozinha ou acompanhada, a satisfação sexual obedece a três princípios: honestidade, exploração e conhecimento. Siga este guia e conquiste um final feliz.

Não são raros os casos em que as relações sexuais se tornam desconfortáveis, quando deveriam ser um momento puro e de intenso prazer. Pior, quando terminam como aquilo que mais se teme: um orgasmo fingido. Queremos uma vida sexual satisfatória, mas deixamos que os medos e as vergonhas se sobreponham e nos impeçam de chegar ao ponto desejado na vida íntima.

Está na hora de conhecer os sete passos para melhorar as relações sexuais. Deixamos-lhe um guia completo para, finalmente, ter o seu final feliz.

1. Conheça o seu corpo

Muitas mulheres sentem pudor em observar o próprio corpo, principalmente a zona íntima. Nada mais errado! A olho nu, com um espelho ou através do tato, deve explorar o seu corpo. Esta é a única forma de saber se algo se altera na anatomia, tanto da vagina como dos seios. É também um passo importante para perceber como o corpo reage à atividade sexual.

É normal que, quando se tem relações sexuais pela primeira vez, haja um certo desconforto. Contudo, para mulheres com relações regulares, o desconforto ou a dor podem ser sinais de algum problema. A falta de lubrificação, ainda que haja estimulação, pode também ser motivo para alarme.

2. Seja franca com o ginecologista

Da mesma forma que, quando vai ao psicólogo, ele não adivinha quais são os problemas que tem no trabalho, na família e nos relacionamentos amorosos, o ginecologista também não consegue adivinhar quais são os problemas, os anseios e as dúvidas que tem.

Se tem alguma dúvida, se sente algum desconforto durante as relações ou se não consegue atingir o orgasmo, deve expor a situação com a maior honestidade possível. Lembre-se: os médicos são ajuda especializada que pode auxiliar na resolução de problemas de forma simples.

3. Procure alternativas e soluções

Se forem detetados problemas como incontinências, infeções constantes, ressecamento vaginal (quando a vagina não lubrifica) ou síndrome de relaxamento vaginal (quando os músculos da vagina perdem elasticidade, normalmente relacionado com o envelhecimento), há alternativas que devem ser exploradas. Nos dias de hoje, existem intervenções não invasivas, como o laser, para melhorar pequenos aspetos do sistema reprodutor.

Em termos estéticos, também é possível corrigir alguns pormenores. A labioplastia pode ajudar as mulheres que consideram que os pequenos lábios são demasiado grandes ou desiguais. Já a vaginoplastia pode ser a solução para quem, normalmente por partos traumáticos, vê a anatomia da vagina alterada, com grande perda de sensibilidade. Nesta cirurgia, estreita-se o canal vaginal e a sua musculatura.

Cuidados simples


Há outros gestos simples que podem mudar o caminho da vida sexual. Por exemplo, os produtos de higiene íntima são uma forma simples de evitar odores desagradáveis. Ajudam a equilibrar o pH da zona íntima, contribuindo para a autoestima das mulheres e, consequentemente, para uma melhor satisfação sexual. A preocupação da Lactacyd com o bem-estar das mulheres reflete-se na vasta gama de produtos, cada um adequado às diferentes fases da vida.

Outros problemas pontuais, como as candidíases, são também facilmente resolvidos com pomadas locais, aliviando o desconforto e eliminando os fungos. A escolha da roupa interior também pode ajudar a evitar estes problemas.

4. Explore os pontos erógenos

Se viu a série Friends, sabe que para Mónica as zonas erógenas de uma mulher são sete: lóbulo da orelha, lábios, pescoço e nuca, mamilos, coxas, clítoris e vulva. Há ainda quem acrescente o ânus e alguns consideram também a mente, graças ao poder que tem no prazer.

Explore as suas zonas erógenas, para perceber que pontos do seu corpo despertam mais a sensação de prazer. Tem vantagens tanto no prazer a solo como em relações a dois. É simples: se sabe do que gosta, pode moldar a atividade sexual de maneira que o prazer seja para ambos.

5. Não tenha medo de recorrer a ajuda extra

Há técnicas que, apesar de pouco disseminadas, ajudam a mulher a ter um maior controlo do corpo e permitem melhorar as relações e o prazer. É o caso do pompoarismo, uma prática que ajuda as mulheres que perderam a sensibilidade ou têm algum tipo de dificuldade sexual. Esta técnica tem ainda vantagens no parto e pós-parto, com influência no controlo da musculatura vaginal.

Os brinquedos sexuais são, também, um ótimo estímulo para descontrair e aumentar as possibilidades de chegar ao orgasmo. Não se acanhe e não se deixe levar por preconceitos. Aliás, estes podem ser, inclusive, uma forma de apimentar a relação com o parceiro. Há um mundo de possibilidades… o céu é mesmo o limite.

Não tenha medo também das alternativas ao prazer sexual! Quer esteja ou não numa relação, os conteúdos eróticos podem ser uma forma não só de estimular, como de esclarecer dúvidas. Não se acanhe!

6. Partilhe preferências

De nada adianta conhecer bem as suas preferências e aquilo que a faz vibrar se, quando está com alguém, não as partilha. Claro que não incitamos a que, num primeiro encontro, comece a debitar aquilo que lhe agrada e o que a excita entre os lençóis, mas deve sempre guiar para aquilo de que gosta.

Não falamos apenas de preferências sexuais. O tal poder da mente é tão importante que, muitas vezes, é o ambiente envolvente que leva à excitação. Se aprecia um jantar romântico antes de uma noite tórrida ou se prefere dançar como preliminar, o melhor é verbalizar. Só tem a ganhar!

7. Para o infinito… e mais além!

Quando, finalmente, chegar o momento de se entregar ao prazer, saiba que há várias formas de atingir o tão desejado orgasmo. O caminho mais rápido faz-se através do clitóris, o único órgão do corpo humano cuja função exclusiva é o prazer. A sua estimulação leva a orgasmos mais rápidos, mas, segundo os especialistas, menos intensos.

Há orgasmos mamários, através da estimulação dos mamilos, que são mais raros, mas não impossíveis. Ainda que não consiga atingir o orgasmo unicamente por esta via, estimulá-los vai sempre intensificar o prazer.

Já por via da penetração, o orgasmo pode ser vaginal, se acontecer através da estimulação das paredes da vagina, ou através do ponto G. Este último não reúne consenso, sobretudo pela dúvida da existência de um ponto G real. Diz quem já o experienciou que a intensidade destes orgasmos é tão forte que pode levar à ejaculação feminina.

Apesar do tabu que ainda persiste sobre o sexo anal, este órgão pode ser também o protagonista do seu final feliz. Não sendo uma zona naturalmente lubrificada, o recurso a cremes ou géis contorna o entrave.

No fundo, o que importa é a honestidade com o parceiro. E como em tudo, a prática vai acabar por levá-la à perfeição e à satisfação que todos desejam.