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Filme da semana I Tomb Raider, A Origem

Lara Croft desafia os próprios limites quando parte em busca do último paradeiro conhecido do pai: um túmulo lendário numa ilha mítica talvez algures ao largo da costa do Japão. Sim, há espaço para heroínas nos filmes de aventura e ação.

Independente, sem medo, caótica, determinada. Lara Croft é a filha de um aventureiro excêntrico que desapareceu durante a sua adolescência. Hoje, com 21 anos, não tem um rumo de vida. É estafeta na cidade de Londres e mal ganha para pagar a renda. Está inscrita na universidade, mas raramente vai às aulas. Recusa-se a assumir o império global do pai e rejeita totalmente a ideia de que ele morreu. Sete anos depois do desaparecimento, e sem perceber muito bem o que a motivou a fazê-lo, parte à descoberta do último paradeiro conhecido do pai. O enigma da misteriosa morte leva-a a um túmulo lendário numa ilha mítica que pode ficar algures ao largo da costa do Japão.

Realizado pelo norueguês Roar Uthaug (Bolgen: Alerta Tsunami), Tomb Raider, A Origem é protagonizado pela atriz sueca Alicia Vikander (vencedora de um Óscar com A Rapariga Dinamarquesa). O que deixa muitos de pé atrás. Não é Angelina Jolie, pode até nem conseguir vestir a personagem da mesma forma que fez a antecessora, mas não deixa de ser um filme que desafia estereótipos dos filmes de ação.

Atrás das câmaras, o panorama é bem diferente. Só há uma mulher, na dupla de roteirista, na equipa de produção e realização do filme. Um exemplo de como a discussão sobre a igualdade de género em Hollywood ainda tem muita coisa para mudar.

Walton Goggins (Maze Runner e Os Oito Odiados), Dominic West (série The Affair), Daniel Wu (Warcraft) e Hannah John-Kamen (Black Mirror e Game of Thrones) também fazem parte do elenco.

O filme estreou esta quinta-feira, 15 de março, nos cinemas portugueses.