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Estado civil: em pós-divórcio

Lidar com uma separação é sempre doloroso, mas há formas de facilitar a mudança e abraçar esta nova fase da vida.

Redescobrir uma vivência no singular, depois de muito tempo a partilhar o mesmo teto, a rotina e a vida com alguém, nem sempre é fácil ou confortável. Ainda que tenha sido uma decisão de mútuo acordo, é normal questionar-se se a opção tomada foi a melhor e daí decorrer o sentimento de solidão.

O mais importante é a segurança e enfrentar o divórcio como uma fase na vida. Olhar para o copo meio cheio, pensar na paz de espírito e no tempo que tem para o que é relevante faz com que tenha uma energia mais positiva. Como energias positivas atraem coisas positivas, aquela que parece a fase mais cinzenta da vida acaba por se colorir. Nunca se esqueça: acabar um casamento não tem de significar isolamento.

Nova rotina para as crianças

Este é talvez o ponto mais sensível em todos os divórcios. Tão sensível que muitos pais optam por esperar até não haver crianças em casa para acabar com casamentos que já estavam, há muito tempo, acabados.

Em primeiro lugar, tomar uma decisão desta magnitude apenas para salvaguardar as crianças não deve ser uma opção, até porque a infelicidade do casal é clara para os filhos e pode condicionar também a felicidade deles.

Depois, quando se dá o passo decisivo para acabar com o casamento, é crucial que se explique o que se está a passar, de que forma afeta a rotina deles e quais as coisas que não vão mudar. Reassegurar o amor pode ter um poderoso efeito, ainda que ache que eles o sabem.

Em relação à negociação com o agora ex-cônjuge, a melhor opção será mesmo a guarda partilhada, mas as rotinas têm de ser muito bem estabelecidas. Caso as crianças já tenham idade para opiniões mais conscientes, converse também com eles para ter a certeza de que a transição é suave.

É importante que não se altere a rede de suporte da criança de forma brusca. Manter a mesma escola, o grupo de amigos, as rotinas de família nuclear e alargada ajuda os mais novos a lidar com a mudança e a entendê-la de forma positiva.

É também necessário, pelo bem-estar dos filhos, que os pais continuem a comunicar, quer as reações ou mudanças de atitude das crianças quer o desempenho escolar. Alertar a escola para as mudanças em casa pode ajudar a que os cuidadores – professores, educadores ou auxiliares – estejam mais atentos a alterações comportamentais que podem não ser notadas em casa.

Uma vida para dividir

Quer tenha sido uma união de longa ou de curta duração, há sempre coisas para dividir aquando de um divórcio. De bens com maior valor monetário, como carros ou propriedades, a bens cujo valor é mais emocional, como fotografias ou discos, tudo é passado em revista.

Em casos em que o casal se separa de forma litigiosa, pode ser mais complicado chegar a acordo sobre alguns dos bens, mas o ideal é tentar que a separação seja em consenso e que não prejudique nenhuma das partes.

O primeiro instinto pode ser uma tentativa de ficar com os bens de maior valor ou que, em alternativa, magoam a outra parte. Nada mais errado! Uma atitude hostil só prolonga o sofrimento de ambos e nenhum fica a ganhar. Além disso, por vezes é melhor fazer um reset total e começar de novo noutro sítio, em vez de se rodear de espaços e objetos com memórias.

O que fazer com os animais?

Mais difícil de dividir são os animais de estimação, caso os tenha. Aqui é importante que se tenha em atenção não só os afetos que ambos nutrem pelo animal, mas também a rotina e o conforto. Os animais são extremamente sensíveis e podem também sentir falta de determinada presença.

No caso de ambos reunirem condições, opte por partilhar a guarda dos animais. Caso um dos donos não reúna condições no novo espaço, o melhor é deixá-lo com a outra parte, mas tentar manter o relacionamento com o animal. Ponto importante: esteja atenta a mudanças comportamentais mesmo nos animais, que podem ficar stressados com todas as alterações de rotina.

Rodeada de quem gosta

Ainda que o casamento não estivesse nos melhores dias, a presença de um cônjuge em casa é sempre uma companhia, embora as discussões possam suplantar a harmonia. Passar de uma rotina acompanhada para uma vida de solteira pode não ser a experiência mais animadora, mas a presença da família, dos amigos e mesmo dos companheiros de trabalho pode ser uma grande ajuda.

Pedir ajuda para redecorar a casa pode ser uma boa forma de integrar a família na nova rotina e de não ser tão pesaroso de o fazer. Nas primeiras noites, tente aproveitar para visitar os amigos, combinar um jantar em grupo ou sair para um passeio com os colegas de trabalho.

Se sentir que não consegue lidar sozinha com as mudanças, procurar a ajuda de um terapeuta profissional pode ser a melhor opção para dar o passo em frente.

Novas experiências

Aproveite para novas rotinas e aventuras que nunca teve oportunidade de viver: marcar uma viagem para um destino que sempre sonhou, aventurar-se sozinha num novo país ou mesmo escolher um destino paradisíaco onde possa desligar do mundo e reencontrar-se consigo própria.

Terminar um casamento ou qualquer outra relação significa conhecer e envolver-se com novas pessoas. Estas mudanças devem ser bem ponderadas, até porque podem ter repercussões a nível emocional. Ter a certeza de que se avança pelos motivos certos, e não por vingança ou para preencher um vazio, é crucial para não ter arrependimentos.

Quando decidir avançar, deve sempre ter em conta que novos parceiros sexuais implicam novas rotinas, diferentes daquelas que tinha na anterior relação. Ter um cuidado extra com a higiene íntima pode ajudá-la a sentir-se confiante. A Lactacyd, marca líder em Portugal na higiene íntima feminina, tem uma gama de produtos adequada às necessidades de cada mulher nas várias etapas da vida.

O uso diário de um produtos específico com o ph apropriado ajuda a prevenir desconfortos e irritações, proporcionando uma higiene íntima perfeita para se sentir fresca, livre de odores e confortável durante todo o dia.

Depois, é também necessário ter em atenção o histórico das pessoas com quem se envolve, e nunca o fazer de forma desprotegida. Um preservativo na carteira pode ajudar em situações mais imediatas, para que garanta sempre a segurança.