Conversas Íntimas
Lactacyd

Educação sexual: o elefante na sala?

Adiar o assunto ou fazer dele tabu não é uma boa opção. A sexualidade é inevitável. Prefira que os filhos estejam totalmente informados quando a iniciarem.

Quer seja por influência de colegas e amigos, por abordagem no contexto escolar ou simplesmente porque a curiosidade vai crescendo, a maioria das crianças começa desde cedo a fazer perguntas relacionadas com a sexualidade.

Idade dos porquês

Perguntas do género “como nascem os bebés?”, “como são feitos?” e “para que serve o meu pipi?” surgem nas situações mais inusitadas, precisamente porque as crianças têm uma visão inocente sobre o assunto. É importante adequar as respostas à idade e maturidade da criança. Usar explicações mais simples, como “a semente que o pai deixou na mãe”, é mais indicado do que adotar histórias sobre cegonhas que transportam bebés.

É nesta fase que também descobrem os próprios órgãos sexuais. É natural que lhes toquem, uma vez que despertam sensações diferentes. Lidar com esta situação pode não ser muito confortável para os pais, mas é importante que não tenham uma atitude defensiva e que não julgue o comportamento. O melhor que pode fazer é explicar que, tal como não anda despido em público, também não deve tocar nos órgãos sexuais em situações semelhantes.

O silêncio não é a melhor arma

A confiança é uma via de dois sentidos. Não deve fazer da sexualidade um assunto tabu, principalmente quando os filhos entram na adolescência. É aqui que se verifica uma maior tendência para se fecharem mais com os pais e se abrirem com os pares. É positivo que tenham uma boa rede de suporte em situações sociais, amigos na escola ou no bairro onde moram, mas não vai querer que deixem de falar consigo sobre assuntos que, mais tarde ou mais cedo, se tornam parte do dia a dia. Fale abertamente sobre cada fase que o filho ou a filha esteja a passar.

Cuidados importantes


No caso das raparigas, alerte-as para a necessidade de uma higiene íntima mais adequada – como produtos desenvolvidos especificamente para o efeito e com pH adequado à zona íntima, como o Lactacyd Sensitive, desenvolvido especialmente para jovens mulheres para que se sintam mais protegidas e confiantes durante todo o dia.

Promover o amor-próprio

Todas as mudanças, a nível físico, psicológico e hormonal, podem resultar em inseguranças. Explicar as diferentes fases do crescimento pode parecer dispensável e senso comum, mas essas conversas acabam por ajudar os adolescentes a perceberem melhor o que se passa com o corpo e com as mudanças, às vezes bruscas, de humor e de personalidade. É crucial promover o amor-próprio, no sentido de gostar de si próprio e não deixar que outros invadam o seu espaço pessoal.

“A conversa”

É na adolescência que os conceitos básicos da sexualidade devem entrar na discussão. Sempre acompanhados das noções de respeito e de espaço pessoal. A diferença entre relações consentidas e não consentidas deve ser frisada, alertando para a importância de não deixar que façam algo que não queiram, mas também que não devem coagir outras pessoas.

Métodos de contracepção: pílula, preservativo e diafragma
Métodos de contracepção: pílula, preservativo e diafragma

Quando decidir ter “a conversa”, escolha um ambiente casual, mas sério. Não adote formalismos sob pena de os adolescentes perceberem que não estão à vontade e retraírem-se. Não se esqueça de abordar os métodos contracetivos e a responsabilidade que ambas as pessoas devem ter. Alerte ainda para a importância do uso do preservativo como a única forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Escola é aliada, não inimiga

Muitos pais opõem-se à educação sexual num ambiente escolar, por entenderem que pode funcionar como uma promoção das relações sexuais. O objetivo nunca é esse. O sexo existe e eventualmente todos acabam por o experimentar. Veja estas iniciativas como uma medida preventiva e não provocadora. O importante é que a informação chegue e de forma correta a quem precisa. Não importa quantos canais de emissão há. O importante é chegar antes de iniciarem a sexualidade e que todos saibam como se proteger.