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Dia da Mulher, um dia de luta

Em 2018, espera-se um Dia Internacional da Mulher marcado pelo movimento global em prol da mudança. Assédio sexual, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público.

A celebração do dia 8 de março como Dia da Mulher existe em representação das lutas do sexo feminino – em questões políticas, económicas e sociais –, que ao longo dos anos contribuíram para que o mundo progredisse no sentido de uma menor discrepância entre sexos. Percorremos a timeline do Dia da Mulher pelos acontecimentos históricos.

1857, Nova Iorque, EUA
O primeiro acontecimento assinalável aconteceu em Nova Iorque. Em 1857, trabalhadoras da indústria têxtil uniram-se numa marcha para exigir uma redução da carga horária, melhores condições de trabalho e, sobretudo, igualdade de direitos entre trabalhadores do sexo masculino e feminino.

1908, Nova Iorque, EUA
Meio século volvido, em 1908, nova luta, na mesma cidade. Em greve, trabalhadoras exigiram o direito ao voto e o fim do trabalho infantil. O dia 8 de março foi escolhido de forma simbólica, em homenagem às antecessoras que lutaram, também, pelas mulheres.

1909 e 1910, dos Estados Unidos para a Europa
Um ano depois, de forma a assinalar a greve, surge o primeiro dia dedicado às mulheres e aos seus direitos nos Estados Unidos da América. O mote estava lançado. Na Dinamarca, no ano seguinte, propõe-se a extensão da celebração a todos os países. É o primeiro passo para a internacionalização do 8 de março como Dia da Mulher.

1911, de volta a Nova Iorque
A 25 de Março de 1911, um trágico incêndio numa fábrica resulta na morte de 146 mulheres, a maioria imigrantes, o que traz de novo enfoque à falta de condições de trabalho e à precariedade em que as mulheres viviam à época.

De 1913 a 1917, Rússia
Aqui, o Dia Internacional da Mulher começou a ser celebrado em finais de fevereiro de 1913. Mas é em 1917, em plena I Guerra Mundial, que a verdadeira luta acontece, quando centenas de trabalhadoras de fábricas se uniram em greve e em protesto onde pediram “Pão e Paz”. A marcha aconteceu a 23 de fevereiro, no calendário juliano, o que corresponde ao dia… 8 de março.

Uma das muitas marchas que se tem realizado nos últimos anos por todo o mundo. (Photo by Jessica Rinaldi/The Boston Globe via Getty Images)
Uma das muitas marchas que se tem realizado nos últimos anos por todo o mundo. (Photo by Jessica Rinaldi/The Boston Globe via Getty Images)

Nos dias de hoje

A história ensinou-nos que a força das mulheres não depende de ninguém, senão delas próprias. É crucial que se passe o testemunho, que se explique o contexto e a importância da data. E é necessário que as mulheres continuem na luta por melhores condições de trabalho e maior equidade entre pares. Assinalar o dia 8 de março não é apenas uma homenagem ao passado, mas um memorando do presente, de todas as lutas e de todas as desigualdades que há ainda para travar.

2018 é também o ano da mulher
A data é assinalada com marchas, conferências, corridas e concertos solidários um pouco por todo o país e por todo o mundo. Este ano, promete ter um novo impacto, com um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça.

Por cá, há uma conversa marcada para as 17 horas, na Cinemateca Júnior, em Lisboa, para se falar sobre a promoção dos direitos das mulheres no tempo presente – #tempo das mulheres?

Quer seja de forma mais radical ou parcial, junte-se à luta e explique aos seus filhos e filhas a verdadeira importância deste dia.